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Giras e Festas de Orixá

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Gira de Umbanda

As giras de Umbanda são encontros espirituais abertos à comunidade, nos quais os médiuns do terreiro se reúnem em corrente para receber as entidades espirituais. Caboclos, pretos-velhos, crianças (erês), boiadeiros, marinheiros, baianos, ciganos, exus e pombagiras, cada qual dentro de sua linha e dia específico, vêm ao nosso plano para orientar, acolher e realizar trabalhos de cura e auxílio espiritual.

Uma gira típica começa com a defumação do ambiente com ervas sagradas, purificando o terreiro e preparando o campo energético para os trabalhos. Em seguida, o dirigente faz a abertura com preces e pontos cantados, saudando os Orixás, as sete linhas da Umbanda e os guardiões da casa. Os atabaques marcam o ritmo e a curimba (coral) entoa os pontos que invocam as entidades. Os médiuns então incorporam seus guias e iniciam o atendimento à assistência, com passes, aconselhamentos, limpezas espirituais e orientações. Ao final, cantam-se os pontos de subida para que as entidades se despeçam, e o dirigente encerra a gira com uma prece de agradecimento. Cada etapa é conduzida com respeito e fundamento, sempre amparada pela proteção espiritual da corrente mediúnica.

Além das giras, o terreiro celebra ao longo do ano as festas de Orixá do calendário litúrgico do Candomblé. Esses eventos especiais seguem o ciclo anual de cada divindade e são abertos a toda a comunidade. Entre elas, destacam-se a Festa de Iemanjá (em fevereiro e dezembro), com oferendas ao mar, pontos cantados e muita devoção à Rainha das Águas; as Águas de Oxalá (entre setembro e dezembro), um ciclo de purificação de 16 dias que envolve procissões com águas frescas, renovação dos assentamentos e festas nos três domingos consecutivos em honra a Oxalá, o grande Orixá da paz e da pureza; a Fogueira de Ayrá (em junho), quando o terreiro acende a fogueira simbólica em homenagem a Ayrá, orixá do fogo e da justiça, numa celebração que une a comunidade em torno da transformação e da ancestralidade; e o Olubajé (em agosto), o grande banquete de Omolu, com comidas votivas para todos os Orixás e a tradicional pipoca que simboliza a cura e a renovação.

Cada festa tem seus rituais específicos, suas cantigas próprias, suas comidas típicas e sua energia particular. São momentos de fortalecimento do axé, de encontro da comunidade e de celebração viva da herança africana que sustenta nossa fé. Todas as celebrações são abertas ao público e recebemos com alegria quem deseja conhecer, participar ou simplesmente sentir a energia do terreiro.

Comunidade

Todos são bem-vindos

As giras e festas do Ilê Àsé são abertas a todas as pessoas, independentemente de religião, iniciação ou conhecimento prévio. Basta vir com respeito, coração aberto e vontade de participar. Cada visita é acolhida com a mesma energia: a de quem chega em casa.

Para as giras, recomendamos roupas leves e confortáveis, de preferência brancas. Evite perfumes fortes, bebidas alcoólicas antes do trabalho e mantenha o celular silenciado. Durante o atendimento, não cruze braços ou pernas e respeite os momentos de concentração da corrente mediúnica. Para as festas, cada ocasião tem suas orientações específicas, que são divulgadas previamente. Fique atento ao calendário e às redes sociais do terreiro para saber as datas e os horários.

Venha conhecer, sentir a energia e fazer parte da nossa comunidade. Sua presença é sempre uma bênção.

Quer saber mais sobre as giras e festas? Entre em contato e fique por dentro do calendário.

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